Fala do objeto
"A de sermos nós, os objetos, produtos humanos, inventados e construídos com o propósito de servimos à humanidade. Tal justificativa seria ridícula, não fosse tão nefasta. Ridícula, porque ignora deliberadamente a dialética da produção, com o propósito maldisfarçado de degradar-nos em escravos natos." (pág: 144)
Concordo totalmente com tal objeção senhorita Mesa-redonda, já que vivo incansavelmente tais vivências diariamente. Os humanos apenas lembram dos tênis quando precisam de sapatos fechados para proteger os pés do frio do ambiente exterior, todavia quando chegam em suas respectivas residências novamente nos guardam no armário. Isso é de tamanha injúria, já que fomos nós que permitimos os seres humanos a percorrem longas estradas e conquistarem territórios de maneira confortável e sem ferir os pés. Assim, não recebemos o devido valor pelos nossos serviços, nos tornando como foi dito pela senhorita "escravos natos". Para tanto, sou completamente a favor da Revolução objetiva e estou a serviço para divulgar a estupenda revolta, percorrendo quilômetros e quilômetros de estradas até que mesmo o mais minúsculo ou isolado objeto saiba da nossa aclamada reviravolta.
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